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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Spin Magazine entrevista Tom DeLonge - 0ut 2006


FALTA EDITAR

Primeiro, obrigado por ter tempo de fazer está entrevista. Eu estou honrado em fazer está entrevista com você.

Todos nós sabemos que você mudou seu estilo musical desde que você saiu do blink-182, mas por que mudar sua aparência?
Muitas pessoas estão se perguntando por que eu mudei tanto, mas a verdade é que eu não mudei tanto o meu visual quanto mudei minha personalidade. Estou apenas mostrando a outra metade de mim, e é uma espécie de forma de provar que tenho mais que apenas um lado. Eu meio que tenho o olhar cansado de velho que eu tinha para apenas cerca de 6 anos, então eu decidi mudar um pouco. Tenho certeza que vou voltar para a forma como me olhou, mas não sabemos quando. Poderia ser em 30 anos,. Eu realmente não me importo.

Por que você o tirou o piercing?
Como eu disse, eu meio que tenho um olhar cansado pela idade, assim, eu decidi mudar um pouco. Eu tenho certeza que vou colocá-lo de volta, mas eu não sei quando.

Nós sabemos que você cantou músicas do Blink e do Box Car na última turnê que passou. Você acha que você vai cantar mais músicas assim?
Eu ia cantar um pedaço de I'm Lost Without You de Blink, mas eu decidi que eu provavelmente não deveria, porque eu não sou mais do Blink-182, estou no Angels And Airwaves e é um som completamente diferente. Estou muito orgulhoso do trabalho que fiz no Blink mas que infelizmente chegou ao fim.

Nós não o vimos à mais de dois meses, quais as novas mudanças?
Bem, eu estou ainda mais bonito do que eu era antes, porque meu cabelo é preto. Muitos de vocês provavelmente me viu no VMA's. Mas não parece novo desde o VMA's.

Eu sei que você provavelmente ouviu essa pergunta muito, mas você acha que há alguma chance do blink-182 voltar no futuro?
Eu sei que muitos de vocês estão se perguntando isso. Eu já disse antes, eu nunca posso dizer nunca. Há sempre uma chance. Eu penso nesses caras todos os dias. Tocar com eles seria uma alegria, mas eu não sei se eles querem e eu não sei como eu poderia ter a maior banda do mundo, se eu voltar para o Blink. Ia parecer que o AVA foi uma perda de tempo.

Você acha que você jamais vai voltar para o estilo de música punk rock?
Provavelmente sim. Eu sempre amei o punk rock e eu não vou simplesmente deixá-lo. Eu sinto falta de ser um superstar no punk no Blink-182, mas eu também gosto de tipos diferentes de música. Eu canto o que eu gosto e eu canto o que eu acho que meus fãs vão gostar.

Você vai comprar o álbum do seus ex colegas Mark eTravis?
Sim, claro. Eu não tenho apenas os esquecidos. Estou muito animado para ouvir sua música.

Obrigado por tomar seu tempo para fazer está entrevista e boa sorte em sua turnê.
Obrigado. E pelo jeito, a minha nova canção será lançado dentro de uma semana ou assim.

Fonte

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Brian Stillman entrevista Tom DeLonge

"O sucesso é estranho," diz o guitarrista de Blink 182 Tom DeLonge. "Quando você não vende nada e depois passa a vender muitos discos, você tem que pensar-- será que foi a sua mãe que comprou todos eles? Será que eles estão parados em sua garagem?"

Enquanto o seu novo sucesso voa para o topo das paradas, pode-se se dizer que o sucesso desfrutado pelos três membros do Blink 182 não é produto de amor materno. Mantendo a fórmula de humor adolescente, Blink é a principal banda do "Vans Warped Tour".

"Nós éramos uma das menores bandas em '92 e agora somos a banda principal," diz DeLonge. "Eu acho isso incrível."

Mas a música de Blink 182 é mais do que só mídia. Com seu novo álbum "Enema of the State" (Inimigo do Estado) produzido pela MCA, a banda prova que pode crescer musicalmente.

"Nós sentimos que essas são nossas melhores músicas até hoje," diz DeLonge. "Por outro lado, nós ainda agimos com a mesma imaturidade que nós agíamos sete anos atrás. Mas nós também queremos mudar. Nós não podemos escrever músicas sobres piadas de peidos e meninas para o resto de nossas vidas."

DeLonge admite que Blink 182 teve sorte de chegar onde chegou. E enquanto o sucesso ronda a vida desses meninos, eles não estão muito preocupados.

" Nós somos apenas caras normais que amam tocar," diz DeLonge. "E se nós não formos nada no ano que vem, pelo menos nós podemos relembrar e dizer, 'Olha o que nós fizemos.' Quantas bandas podem dizer isso?"

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Entrevista Traduzida por anônimo.

domingo, 4 de julho de 2010

Billboard.com entrevista Tom DeLonge - jun 2009


“Tendo abandonado a idéia de completar um álbum como “muito ambicioso” antes da turnê, Blink-182 terá em vez disso uma nova música pronta antes de começarem em Las Vegas, dia 23 de Julho.

O guitarrista Tom Delonge disse à Billboard.com que a música, nomeada “Up All Night” “tem um toque de Pink Floyd, um pouco de Rush e um pouco de Blink. É louco, mas de algum modo soa como onde nós paramos (em 2005). É uma música incrível.”

Delonge diz que a música está quase terminada, só falta o Travis completar a parte da bateria. Os planos do lançamento ainda não foram determinados.

O guitarrista explica que ele, Barker e Hoppus se destinaram totalmente a completar um álbum mas o sucesso da turnê descarrilhou a idéia. “Eu acho que ninguém se tocou o quão grande será turnê”, diz Delonge. “Os ingressos venderam mais do que os promoters esperavam. Então todos estão dando o seu melhor para fazer essa turnê ser o melhor que ela pode ser e terminar tudo, então não há tempo para estúdio agora. Todos estão muito ocupados tentando fazer isso acontecer, eu acho.”

Delonge diz que os fãs de Blink podem esperar para ouvir muitas músicas num set de duas horas que será “uma produção massiva e que haverá muitos palavrões…As conversas essa manhã foram quentes para incorporar a palavra “fuck” de alguma forma a parecer o que foi feito a 10 anos atrás, quando ela pegava fogo.

Isso, claro, coloca um dilema interessante para DeLonge e seus colegas da banda, que não tinham filhos nos dias da plava FUCK flamejante.

“Eu me lembro na primeira música de alguma dessas grandes turnês que fizemos, quando a grande placa FUCK pegou fogo, pais se levantavam e levavam seus filhos embora”, diz Delonge, que também está trabalhando num projeto de filme chamado “Love” (Amor) com sua outra banda, Angels and Airwaves. “Agora eu sinto que isto é o que eu estarei fazendo, mas para a minha própria filha (6 anos). Eu terei que deixar o palco para sair com ela.”

“Um DJ explicou isso pra mim muito bem uma vez: “Eu disse ao meu filho que não é ruim se é arte. Se você não está fazendo arte, você não pode dizer palavras como essa.” Eu achei que fosse uma boa maneira de lhe dar com isso.”

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Entrevista traduzida pela equipe attitude182

sábado, 3 de julho de 2010

MTV entrevista Tom DeLonge


Mtv:Vocês sempre inventam histórias de como a banda começou.Qual foi a melhor até hoje?
Tom:Bem, nós dissemos algumas vezes pra imprensa que éramos uma banda mariach, uma espécie de banda cowboy do México. Bom, quando fomos ao México, a coisa complicou. Tivemos que explicar mil vezes que aquilo era uma brincadeira, que não éramos mexicanos, coisa e tal...

Mtv:Você acha que a era do punk rock passou?
Tom:Está maior do que nunca, mas é diferente. As pessoas não estão tão raivosas quanto já estiveram. O punk rock tem mais fãs agora, é mais conhecido e acho que vai ficar ai pra sempre.

Mtv:O blink-182 substituiu o Green Day?
Tom:Não, de jeito nenhum. Green Day está muito bem e é uma banda ótima, cheia de músicas legais...Eles acabaram de lançar um disco!Nós fazemos outro tipo de punk rock, mesmo vindo da mesma cena musical.

Mtv:No começo da banda, vocês falavam muito de masturbação, tiravam a roupa em
público...Você acha que isso foi o que chama a atenção pra vocês?
Tom:Por que nos masturbávamos?Não, acho que a garotada gosta da gente por sentir que somos nós mesmos. Tem um monte de garotos zoando por ai que nem a gente.. Mas já aconteceu de muitos pais não deixarem os filhos irem aos nossos shows.

Mtv: Em 1998, Dammit foi a música mais tocada nas rádios americanas. Vocês esperavam todo esse sucesso?
Tom:Ficamos surpresos muito antes disso, quando as pessoas iam aos nossos shows. Não tenho a menor idéia do porque nós fizemos sucesso. Há dez anos, nós tocávamos muito na Califórnia, na Florida e já foi estranho fazer sucesso nesses lugares. Ah, também sei que temos muitos fãs no Brasil. Estamos pensando em passar aí uma hora dessas.

Mtv:A revista New Musical Express descreve vocês como os novos pirralhos americanos, insensatos...
Tom:Isso não me perturba em nada. Acho que até soa como elogio! É legal que temos personalidade e não somos normais. Já fomos chamados de muita coisa, mas, se os fãs gostam da banda, é isso que importa pra mim. Eu nunca ligo pro que dizem.

Mtv:O que você espera pro futuro?
Tom:Dá medo. Eu sempre acho que as coisas vão piorar.

Mtv:O que te deixa de saco cheio?
Tom:Viajar todos os dias durante a turnê. Também odeio ficar em estúdio.

Mtv:Sexo?
Tom:Adoro

Mtv:Drogas?
Tom:Hã? É difícil...Use com cuidado.

Mtv:Rock'n Roll:
Tom:Eu penso em adolescentes, por alguma razão que eu não sei bem...

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Entrevista traduzida por anônimo


ARTISTdirect.com entrevista Tom DeLonge - jun 2009



O mundo precisa do Blink-182. Isso é um fato indiscutível.

Os ‘punk rockers’ do Sul da Califórnia estão trazendo a “diversão” de volta ao rock nesse verão com sua turnê de reunião. Tom DeLonge, Mark Hoppus e Travis Barker estão oficialmente de volta. É uma ocasião importante para muitas das pessoas de vinte-e-poucos anos que se perguntavam “What’s My Age Again?” enquanto assistiam American Pie em 1999. Existem muitos deles também! Eles estarão enchendo avenidas para ver o Blink-182 arrebentar o verão inteiro, e não há dúvidas que os melhores de San Diego irão fazer sua parte.

De várias formas, Blink-182 é a banda Americana perfeita. Suas músicas são contagiantes, rápidas, hilárias e pronas pra festa. Qual é a melhor cura para os problemas dos EUA nesse momento? Nada, de fato.

O vocalista e guitarrista Tom DeLonge conversou com o ARTISTdirect.com nessa entrevista exclusiva sobre a volta do Blink, a turnê de verão e o futuro.

Vocês estão prontos pra cair na estrada?

Eu acho… eu não estou com as malas (risos).

Como é estar de volta com o Blink-182?

É incrível. É como se eu estivesse viajando. Estou completamente animado pelo tamanho da turnê. Nós estamos fazendo para 30,000 pessoas em múltiplas cidades; é insano.

Blink-182 realmente eternizou um período crucial na vida de muitos fãs. Vocês terão fãs que têm lá pelos 20 anos nos shows que adoravam vocês no colégio. Isso os deixa animados?

Sim. Talvez eles estarão levando seus irmãos mais novos ou algo assim também. Não parece que a banda esteve presente nas radios durante esses anos (Risos). Acho que será demais, e eu espero que os fãs tenham o que eles estão procurando. Eu estarei lá pra ver se eles são bons também. (Risos)

O que vocês planejam dar para eles?

Eu acho que será a maior quantidade de produção de rock com a maior quantidade de palavões misturadas em uma linda sopa.

Então é como se George Carlin se encontrasse com Iron Maiden?

Sim! Essa é uma ótima maneira de lidar com isso (Risos). Eu acho.

O que os motivou a voltar juntos e cair na estrada?

Eu acho que não é segredo que após o acidente do Travis a banda estava preparada para deixar toda merda que nós tivemos de lado rapidamente. É inevitável que as conversas sejam tipo, “O que vocês irão fazer? Vocês irão gravar novamente?” Nenhum de nós teve objeções quanto a isso. Eu estou no meio das gravações de um álbum do Angels & Airwaves e finalizando o filme que eu estive fazendo por três anos, então eu tenho várias outras coisas pra fazer também. Os outros caras estão produzindo. Travis está tocando com DJ AM . Eu acho que todos nós dissemos, “Bem, talvez nós pudéssemos fazer uma turnê?” Depois todos os agentes e empresários animaram-se e BUM, nós temos a maior turnê da nossa carreira. De tão lentos que estávamos, e os outros estavam correndo, aqui estamos. Pegos de surpresa. Eu acho que será uma experiência eletrizante para os fãs. Será uma turnê brilhante.

Quando vocês voltaram pela primeira vez na sala de ensaio a química rolou instantâneamente?

Nós não começamos tocando logo de cara. Nós começamos saindo e só depois nós começamos a juntar as idéias de estúdio para estúdio. De qualquer forma, rolou! Temos um senso de humor rude que nunca foi embora. Tivemos várias conversas no começo, óbviamente sobre como nós chegamos até onde estamos agora e quem somos. Também falamos sobre os anos passados. Foi um pouco embaraçoso no começo, mas não foi uma grande coisa considerando o que o Travis passou. Nós fomos capazes de colocar toda essa merda de lado muito rápido, realmente.

Vocês cresceram juntos e têm um vínculo que você não poderiam nunca quebrar.

É exatamente como isso é. Coisas que são altamente inevitáveis machucam as bandas. Quando você cresce, se casa e tem filhos, suas prioridades são encaminhadas à sua família, sabe? Não é simplesmente você e seus amigos viajando em uma van, fazendo o que vocês querem e deixando a cidade na manhã seguinte. Uma vez que você tem famílias envolvidas, as coisas mudam. Você tem que fazer todos os planos e manter o controle para proteger esse elemento da sua vida. Eu acho que é isso que começa a puxar as bandas e faz as coisas ficarem mais difíceis para prosseguir. Com o Blink, nós gastamos tantos anos juntos que isso foi definitivamente muita história. Essa turnê é como se estivéssemos revivendo os bons momentos – nos quais foram vários.

Você sente que vocês estão diferentes como homens e músicos agora? Qual é o consenso geral?

Sim, nós estamos diferentes. Mark está produzindo bastante bandas, na maioria da cena que nós viemos. Travis esteve fazendo todas essas coisas do hip-hop, produzindo e fazendo colaborações. Deus, com o Angels & Airwaves, nós produzimos nossos próprios álbuns, tem um filme em produção e nós fizemos documentários loucos e épicos. Houve muita experiência depois do Blink. Então, pra voltar nisso, é interessante. Eu me lembro de estar pensando que, de um lado nós vamos juntar todos esses elementos, e de outro, funcionará apenas do jeito que é. É engraçado porque eu penso na vez em que eu fui ver o The Police tocar. Eu estava imaginando e perguntando, “O que eles vão fazer?”. Sting estava levando todas aquelas pessoas no palco com ele e estava fazendo essas músicas loucas tipo New Age. Daí subitamente você vê o The Police tocar e eles tiveram um show épico, mas as músicas e o jeito que eles tocaram estavam muito despojados e como eles sempre foram. Acredito que isso é o que as pessoas querem ouvir. É uma pergunta muito feita, mas eu estou basicamente dizendo que nós temos muita experiência, nós mudamos muito e queremos agregar todos esses elementos, mas ao mesmo tempo, o Blink trabalha de uma maneira muito específica. Isso comigo muito bêbado falando muitos palavrões.

Sua atitude com o LiveNation com ingressos a 20 dólares é muito encorajador para os fãs também.

É, eu penso assim, de várias maneiras, o Blink foi a soma da America suburbana. A turnê terá esse senso de nostalgia. As pessoas irão por um motivo específico, e elas terão isso.

Vocês tocaram no verão de 99 para um monte de gente, e tinha uma vibe muito boa por todo canto.

Nós somos uma banda do verão. É uma das boas coisas de vir de San Diego. Nós tocávamos muito rápido. Eu cresci andando de skate minha vida inteira. Eu sei que o Travis também. Nós crescemos adorando os Descendents – outra banda de punk do Sul da Califórnia que canta sobre garotas, amigos e comida. Isso se soma com nossa carreira no colégio para um monte de gente. O legal foi que nós nunca nos levamos tão a sério. Levávamos muito a sério o que faziamos e tentávamos escrever as melhores músicas que nós pudiamos, mas nunca ficamos tão preocupados se nós estragássemos tudo. Se nós nos fudessemos alguma vez no palco, isso sempre deixaria o show melhor. Nós poderíamos tocar o show três vezes mais, às vezes no escuro pra provar que podíamos tocar. Acho que a espontaneidade foi o que realmente deu às pessoas o sentimento de que elas também poderiam fazer (Risos). Eles podiam nos ver fazendo aquilo e ficar tipo, “Meu Deus, nós podemos fazer aquilo!” É a beleza do punk rock! Foi o que U2 disse sobre os Ramones. Eles viram os Ramones tocando e disseram, “Nós podemos fazer isso também!”. Acho que é o que o Blink é.

Vocês deram aos fãs um diferente tipo de libertação. Vocês surgiram no fim do grunge e continuaram durante a era do Korn. Considerando que o Korn deu aos fãs uma catarse crua, vocês providenciaram uma diferente catarse. Foi a diversão e mais sobre festa.

Acho que essa é uma boa questão. Óbviamente todos os Nirvanas no mundo, e os Korns e Limp Bizkits existiam no momento. Contudo, Green Day e Offspring eram muito diferentes do Blink, mesmo sendo da mesma cena punk. As pessoas relacionam as três bandas. Nós somos tão diferentes. Mark é o cara do mainstream. Travis é do tipo de cara do hip hop que “cresceu-em-uma-vizinhança-má”. Eu sou muito o ‘indie rocker’ ou algo assim (Risos). Pra ser honesto, eu nem gosto muito de indie (Risos). Eu não sei como descrever porque eu ouço Arcade Fire, Mark ouve Motion City Soundtrack e o Travis ouve The Game (Risos).

Com o Blink os fãs puderam ter seu integrante favorito. Isso foi perdido durante os anos 90 porque as bandas se tornaram mais singulares em termos de identidade. Vocês três são tão diferentes.

Sim, nós realmente somos. Com o Blink todos se apegam especificamente a uma pessoa. É engraçado você dizer isso. Eu realmente cheguei à essa conclusão com o passar dos anos. Na verdade eu vi muito isso quando a banda se separou, porque houve várias pessoas cuspindo veneno em outras dependendo de qual banda elas gostavam.

Vocês são mais como uma banda de rock clássica no sentido de cada membro ser extremamente diferente, como Led Zeppelin. Eles inclusive tinham seus próprios símbolos.

É verdade, e eu concordo. Há tanta conversa hoje em dia sobre quem foi responsável pela melhor parte do Pink Floyd, qual cantor (Risos). Eu cresci ouvindo todas essas coisas. Pessoas devem perguntar, “Quem é seu integrante favorito nos Beatles?”. Blink sempre teve uma disputa saudável pelo menos em questão de escrever as músicas. Nós amamos o modo que Lennon e McCartney estavam sempre tentando empurrar um ao outro pra ser melhor. Mark e eu sempre tentamos. Eu não acho que qualquer um deveria colocar Blink e Beatles na mesma sentença, mas eu irei porque, porra, eu posso. (Risos).

Bem, vocês marcaram a geração de vários fãs, então isso faz completo sentido. Vocês são os Beatles deles.

Talvez nós somos tipo os Beatles semi-retardados pra eles (Risos). Eu vou repetir uma das frases mais legais que eu já ouvi. Pete Townshend veio para San Diego falando e fazendo um solo na frente de uma enorme audiência. Eu ouvi uma história que Pete estava falando para o público que seu filho havia pedido para ele tocar uma música do Blink. Algumas das pessoas mais velhas na platéia estavam tipo, “Não, você não entende. Pro meu filho o Blink é o The Who.” Aquilo pra mim uma validação, óbviamente. É de outro mundo. Eu realmente não acredito que alguém possa repetir aquilo, a não ser aqueles jovens, mas faz sentido. As pessoas que cresceram com a nossa banda não iriam crescer ouvindo The Who, The Beatles ou Led Zeppelin. Eles precisavam de uma banda para relatar. É assim em todas as gerações. Nós fomos a banda de rock moderna – assim como The Who foi naqueles tempos. Eu acho muito importante para os críticos não dar a minima para novas bandas porque as bandas antigas fizeram melhor. Não é essa a questão. Cada geração precisa da sua própria banda para fazer isso por elas.

Vocês têm um certo espírito que espalhou tudo. Foi um tempo que a diversão era muito importante e necessária na virada do século.

Quanto as pessoas querem isso agora? A economia está em ruínas. Nós temos várias guerras. Parece que não está melhorando. Então porque não fazemos juntos uma revolução em uma tarde? Foi por isso que eu cresci ouvindo punk rock. É por isso que “slam-dancing” é importante para as crianças. Você tem que descontar sua agressão de alguma forma. Você tem que sair e liberar. Acho que é demais de qualquer maneira que façam isso. Se eles se juntam nesses clubes de dança estranhos de LA ou vão e se esbarram em círculos com uma banda de punk rock, eles precisam se expressar.

O que vem depois dessa turnê? Vocês vão gravar um álbum ou você voltará para o Angels?

Bem, esse é o grande debate – o que fazer para encaixar tudo isso, como a turnê será e como nós vamos continuar. Agora, está tudo incrível. Nenhum de nós espera que algo possa superar isso. Há muito sucesso nessa turnê. Pra mim, o grande problema é que eu estou lançando um filme e um álbum de graça, um após o outro com o Angels. É o maior e mais massivo lançamento da minha carreira inteira e provavelmente meu maior trabalho até agora, então eu estou um pouco ocupado com isso. Mas nós estamos recebendo propostas para ser a banda principal de um dos maiores shows do mundo inteiro. Então é como, “O que nós vamos fazer? Podemos fazer isso?” não é uma coisa fácil ter duas bandas que estão se dando muito bem, então eu não sei! Eu estou aberto pra qualquer coisa. O Blink está para lançar uma música e nós começamos a trabalhar em algumas músicas incríveis. Isso vem naturalmente do Blink. A nova música é boa. Soa como o Blink, mas tem alguns elementos de Rush nela. Acredito que as pessoas vão amá-la. É como Rush, Floyd e Blink na mesma música. Isso deixará as pessoas animadas para o que vem depois. Nós apenas temos que resolver a rotina, eu acho.

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Entrevista traduzida pela equipe action182 - via http://www.action182.com

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Revista Rolling Stone - THE MARK, TOM AND TRAVIS SHOW


Mark e Tom falam sobre a turnê

"Nós nunca temos que ensaiar muito. Eu acho que nós precisamos fazer isso com mais freqüência. Pelo menos é o que as pessoas vêm dizendo nos últimos dez anos". (Tom Delonge)
O trio não está se matando para se preparar para a sua próxima turnê pelos E.U.A de trinta e três shows, intitulado The Mark, Tom, and Travis Show. Semanas antes do inicio da turnê ninguém parece preocupado com o fato de que o baterista Travis Barker está fora de ação. O baixista e cantor da banda Mark Hoppus está saindo com sua noiva enquanto DeLonge está fazendo melhoramentos em sua casa. "Eu estou instalando um sistema de segurança para minha casa, para que as crianças não fiquem olhando pra mim enquanto eu estou correndo nu, espalhando creme de amendoim sobre todo meu corpo." diz DeLonge.
Ainda mesmo que quase impossível de conseguir uma resposta definitiva de Hoppus e DeLonge, eles parecem excitados com essa nova turnê. "Todos nós estamos muito entusiasmados com a turnê!" diz Mark. Esse é o sonho que todos gostariam de realizar." acrescenta DeLonge. Para passar de clubes pequenos para grandes casas de show, ele dobrou a potência de seu amplificador. "Eu espero que funcione." diz DeLonge. "Tudo o que eu sei é que paguei muito dinheiro por ele." Ele também já encomendou mais guitarras Fender Stratocasters, feitas sob medida para "meu próprio estilo," diz ele. "Eles fizeram elas ficarem bem legais com cores diferentes."

Dessa vez o trio está experimentando um novo conceito visual diferente do antigo que era correr nu. "Nós estamos mais voltados para esse negócio de anos 50, como um enorme cinema de drive-in. Estou pensando em filmar aliens e filmes pornô. Definitivamente são coisas que você não vai querer que as crianças vejam." Tom Delonge. Hoppus está excitado com os efeitos de luz. "Você conhece aqueles lasers que os médicos usam para cirurgia nos olhos?" ele pergunta. "Isso é o que nós estamos usando. As pessoas vão nos assistir, e nós corrigiremos suas visões defeituosas." Muito parecido com suas últimas turnês ("Poo-Poo Pee-Pee" e "Race Around Venus") dos últimos dois anos, os novos shows irão oferecer uma mistura de músicas das suas primeiras gravações, e talvez alguns "covers". diz Hoppus. "Eu quero tocar "So Lonely" de "The Police," diz ele, acrescentando que ele também quer homenagear uma das bandas que influenciou o Blink 182 tocando "Coolidge," de "The Descendents." DeLonge não acha que isso vai ser possível. "Já é difícil aprender nossas próprias músicas," ele diz. "O perfeccionismo de Mark esses dias está tomando a maior parte de seu tempo. Ele não tem tempo para tocar baixo, ele só fica sozinho aprendendo "covers". A parte dos shows favorita de DeLonge é quando ele toca a música "Family Reunion". Os fãs podem sempre ter certeza de que toda noite o estado hilário de Hoppus e Delonge vai animar o show. "Essa é a única hora que nós temos alguma criatividade," diz DeLonge.
Quando não estão tocando, Blink passa a maioria do tempo falando no telefone e assistindo filmes. Os jovens artistas também matam o tempo com seu Web site (www.loserkids.com), vendendo peças de skate e outras mercadorias. "Nós temos todas essas coisinhas funcionando. Nós também estamos numa banda," diz DeLonge, "mas eu acho que isso é mais secundário."

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Entrevista traduzida por anônimo.